Bem que eu queria saber controlar, poder conjugar meus anseios pro infinito, a fim de me preocupar apenas com esse momento. Aproveitar as horas, e não depositar meu desespero nos filmes franceses.
Até tento fechar os olhos bem forte, apenas sentindo o toque da sua pele, mas as lágrimas me obrigam a abri-los e eu vejo toda a vergonha por que passo e não entendo.
Estou esperando um sinal, um sinal que indique um final? Não, não acho que é o que desejo, não o meu, não o seu, não o nosso. Apenas espero. Um liberdade que não é azul, mas que está contida no brilho das esmeraldas dos meus olhos.
Vou continuar de olhos fechados, e meus ouvidos também fecharei, mas não posso fechar minha alma.
Acredite, enquanto acreditar na diferença que fasso permanecerei. Clame por epifanias, que o mar se abra, porque não sei com que pernas caminharei.
Quando o nada é o sentido, tudo o que temos não tem mais importância.
Não quero que minha liberdade se torne azul.
